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Na guerra, sozinho, lutando, buscando encontrar nesse mundo algum motivo para continuar. A lembrança de dias e mais dias somente sonhando, e o medo estampado em sua face, aquele ar mórbido pairando sobre ele, ele os outros. Corpos, sangue e dor por toda sua volta. Tantas vidas ali jogadas fora, quanta dor e amargura que ele podia sentir dentro de si. O ódio, a raiva, tudo isso lhe subia às faces e lhe fazia corar. O vermelho da raiva queimando seu rosto, enquanto o inimigo se aproximava. O ódio foi tornando-se medo, incerteza, iria ele se tornar mais um daqueles corpos sem vida? Esconder-se era a única saída, o último restígio de esperança esvaziando-se dentro dele, mas precisava tentar.As lágrimas vindo, nos seus olhos o brilho ainda vivia, um brilho triste, amargo. Procurando respostas, no lugar delas mais dúvidas surgindo, suas mãos e seu corpo sujos de sangue, as pernas fracas, sem forças. O inimigo chegando, o coração apertado, sofrendo. Na boca o gosto salgado, nos olhos a dor salta e lhe atraiçoa, a tristeza e a certeza de seu destino.
A morte.
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Por hoje é só.
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